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Para especialistas, é hora de cautela

Antes de fazer a opção pela antecipação da restituição, analistas aconselham o contribuinte a ter bastante cautela. “Imagine se a pessoa cai na malha fina por qualquer razão que seja. Enquanto ela não resolver a pendência com o fisco, não receberá a restituição e, consequentemente, não terá o dinheiro para pagar o empréstimo que contratou”, explica o consultor tributário do Centro de Orientação Fiscal (Cenofisco) Lázaro Rosa da Silva. “Vale lembrar que a Receita Federal libera o dinheiro em sete lotes consecutivos, entre junho e dezembro. Quem devolver o empréstimo no primeiro lote pagará um juro menor do que quem receber em novembro ou dezembro, por exemplo”, acrescenta.

Para Jurandir Sell Macedo, planejador financeiro e professor de finanças pessoais da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a linha de crédito pode ser uma boa alternativa para quem já está endividado. “Essa antecipação é muito boa para pessoas que estão devendo no cheque especial, cartão de crédito ou empréstimo pessoal com juros elevados, já que a taxa é bem mais baixa. Mas antecipar somente para gastar não é aconselhável”, avalia. É também uma saída para quem está com o nome registrado nos serviços de proteção ao crédito. “Tente fazer uma negociação com o credor para diminuir a dívida. Mas é bom observar se já não existe um vício nesta prática. Pessoas que pegam todos os anos estão pagando juros desnecessários e abrindo espaço para novos endividamentos”, explica.

Outro ponto a ser considerado é que a restituição é corrigida pela taxa básica de juros, a Selic, hoje em 8,75% ao ano. “De qualquer forma, ele vai receber essa correção, mas, em contrapartida, vai ter que pagar os juros, que certamente serão maiores. Então, a pessoa deve pensar que não vai ficar elas por elas, e vai acabar tendo que desembolsar algum valor”, acrescenta Lázaro. (PT)

Vale à pena?
Veja o crédito que está à sua disposição

Banco do Brasil
Financiamento de até 80% do valor da restituição.
Para clientes que recebem salário no BB, o valor
pode chegar a 100%
Juros variam de 2,25% a 2,65% ao mês
Vencimento: até 28 de fevereiro de 2011

Caixa Econômica Federal
Financiamento de até 75% da restituição
Juros a partir de 2,07% ao mês
Vencimento: 31 de dezembro de 2010

Santander/ Real
Financiamento de até 100% do valor da restituição
Juros a partir de 2,75% ao mês

Bradesco
Financiamento de até 100% do valor da restituição para clientes que recebem salário por meio de crédito em conta no banco e entre 65% e 80% para os demais clientes
Juros varia de 2,25% a 2,95% ao mês
Vencimento: dezembro de 2010

HSBC
A partir de amanhã até 14 de junho
Financiamento de até 100% do valor total da restituição para correntistas
Juros de 2,99% ao mês
Vencimento: até 4 de março de 2011

Fonte: Jornal Estado de Minas – Domingo, 07 de Março de 2010  – Caderno Economia, página 16.

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