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13-03-2018

Pra ficar na história!

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A simpática Caxambu/MG recebeu a oitava edição do Encontro Estadual dos Auditores-Fiscais Aposentados e Pensionistas da ANFIP-MG

A ANFIP-MG promoveu, com sucesso, entre os dias 8 e 11 de março de 2018, em Caxambu/MG, mais um memorável Encontro Estadual de Auditores-Fiscais Aposentados e de Pensionistas.

A oitava edição do evento — que acontece de dois em dois anos — não poderia ter cenário melhor: o hotel Glória, que fica do lado do Parque das Águas, a maior atração turística da cidade. O parque possui cerca de 210 mil metros quadrados de área verde [são vários bosques, alamedas e jardins belíssimos] e conta com 12 fontes de águas minerais e gasosas, com propriedades medicinais diversas.

A confraternização entre colegas teve início na quinta-feira (08/03/2018), ainda nos ônibus que saíram de BH e de Juiz de Fora. Na ocasião, foram lidas mensagens para as mulheres que participaram do evento, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Na chegada ao hotel, os associados e seus convidados foram recepcionados com petiscos no estilo comida de boteco, antes de se acomodarem em seus aposentos. O resto do dia foi livre; uns foram para a piscina do hotel, outros foram fazer compras e tem também quem optou por descansar.

Confira aqui a galeria de fotos do evento (somente para quem tem acesso à Área Restrita do site)

Cerimônia de abertura

Na sexta-feira (09/03/2018), teve início, oficialmente, o VIII Encontro Estadual de Aposentados e Pensionistas da ANFIP-MG.

A presidente do Conselho Executivo, Ana Lúcia Guimarães Silva, conduziu a cerimônia de abertura, dando boas-vindas aos participantes e desejando-lhes bom proveito e uma excelente confraternização.

Ana Lúcia também fez questão de saudar as vice-presidentes de Aposentados e Pensionistas e Serviços Assistenciais, Maria Lisboa Macedo; de Esportes e Eventos Sociais, Maria José Comanduci; a vice-presidente Executiva, Maria Teresa Teixeira de Lara; e a assessora Jamir Campos de Cerqueira. Elas compuseram a comissão organizadora do encontro.


A presidente ainda agradeceu as presenças dos vice-presidentes de Assuntos da Seguridade Social e de Assuntos Parlamentares da ANFIP, Décio Bruno Lopes e Ilva Maria Franca Lauria, respectivamente, os quais representaram o presidente da Nacional, Floriano Martins de Sá Neto, e de quem levaram o abraço para os participantes do encontro.

Em sua fala, Ana Lúcia chamou atenção para o momento delicado pelo qual a categoria passa e o atual cenário político-econômico. "Desde o último encontro, em 2016, temos enfrentado uma árdua batalha em busca de um justo reajuste salarial e por maior valorização para nossa categoria. Infelizmente, a última campanha salarial culminou na perda do subsídio e no restabelecimento da remuneração por vencimento básico mais bônus de eficiência e produtividade, com o consequente fim da paridade entre ativos, aposentados e pensionistas, o que é lamentável. Isso aconteceu porque não mostramos nossa força diante dos equívocos engendrados pela nossa representação sindical", observou.

Ela acrescentou que os tempos mudaram, afirmando que, agora, não é mais possível esperar que a ANFIP resolva todas as demandas referentes aos direitos dos Auditores-Fiscais, inclusive no que se refere ao reajuste salarial. "Hoje não funciona mais assim. É necessária uma participação efetiva de todos nós, pois, infelizmente, quem tem prerrogativa de negociar com o governo nesse caso é o sindicato. Diante disso, fazemos, mais uma vez um forte apelo a todos: é imprescindível que participemos das assembleias convocadas pela entidade sindical. Os Auditores-Fiscais aposentados são maioria na nossa categoria. Precisamos lutar por nossos interesses e não deixar que imponham condições que beneficiem uns em detrimento de outros. Não podemos deixar que disponham, arbitrariamente, dos nossos direitos ", finalizou.

A vice-presidente de Aposentados e Pensionistas e Serviços Assistenciais, Maria Lisboa Macedo, ressaltou que é muito gratificante organizar um evento como este, que tem por objetivo a confraternização e a celebração da amizade entre os participantes. "Vocês sabem, a amizade é um fator muito importante para a saúde física e mental. Quando estamos tristes ou com problemas é bom ter amigos para nos abraçarem. Da mesma forma, quando estamos alegres seria egoísmo não compartilhar essa alegria com as pessoas. Por isso estamos aqui, para compartilhar nossa alegria. Curtam esse encontro, sorriam e se abracem!", exaltou.


Maria José Comanduci, vice-presidente de Esportes e Eventos Sociais, também deu boas-vindas aos participantes do VIII Encontro e destacou que o evento foi preparado com muito carinho e "nos mínimos detalhes, para que tenhamos uma convivência super agradável", disse. Ela desejou bom divertimento a todos.


Na sequência, o vice-presidente de Assuntos da Seguridade Social da ANFIP, Décio Bruno Lopes, fez uma breve explanação sobre a Jusprev e apresentou a palestrante sobre o tema, a consultora Carolina Dutra.

Ele ponderou que, embora a Previdência Social pública seja o cartaz da ANFIP, a entidade já fala sobre previdência complementar para servidores públicos desde a década de 90. "De lá pra cá a Associação tem promovido muitas palestras sobre previdência associativa para servidores públicos, sobretudo para seus associados. A partir de um grupo de estudos e com base na resolução do Conselho Nacional de Previdência Complementar, de 2004 — que viabilizou a instituição de previdência complementar associativa fechada para categorias de servidores/trabalhadores —, a ANFIP estabeleceu parceria com a Jusprev, por entender que é a entidade de previdência complementar associativa que tem maior identidade com nosso grupo", observou.


Décio Lopes informou que um dos diferenciais de entidades como a Jusprev é que não possuem fins lucrativos e os resultados retornam para os participantes que elas assistem.
Por fim, ele esclareceu que o objetivo da palestra sobre a Jusprev é explicar como funciona o plano e incentivar os associados a utilizarem esse serviço que a ANFIP disponibiliza.

Painel  - A Previdência Associativa da ANFIP

Com o propósito de apresentar o Planjus [plano de previdência complementar oferecido pela Jusprev aos associados da ANFIP], a consultora da Jusprev, Carolina Dutra, proferiu a palestra "Jusprev - A Previdência Associativa da ANFIP".

Em sua apresentação, Dutra fez um histórico da Jusprev e elencou as principais vantagens das entidades fechadas de previdência.

"Por que contratar a previdência complementar da Jusprev e não a que um banco oferece? Bom, a Jusprev é uma fundação sem fins lucrativos e uma das principais vantagens é que ela oferece taxas menores e rendimentos superiores aos dos bancos, além de ser um plano exclusivo de determinado grupo de participantes. Já no banco (previdência aberta), qualquer pessoa pode entrar. Além disso, os consultores são credenciados, a Jusprev é fiscalizada pela Previc (Secretaria de Previdência Complementar) e tem total autonomia na escolha dos gestores financeiros, que, se não apresentarem boa performance, podem ser trocados. O banco não faz isso", destacou.


Outra vantagem da entidade, segundo Carolina, é que na Jusprev há a garantia de repasse de 100% do excedente financeiro [se o rendimento ultrapassa o valor determinado por um índice financeiro, o excedente retorna para o beneficiário]. Nos planos dos bancos, o excedente fica com os bancos.

Por fim, ela falou sobre como e quanto pode ser investido, mostrou exemplos de recebimentos nos casos de renda vitalícia (maioria dos contratos de bancos) e não vitalícia (caso da Jusprev, em que todo o repasse vai para os beneficiários) e salientou que até mesmo idosos podem contratar os planos de previdência da Jusprev, já que os herdeiros gozam os benefícios sem necessidade de entrar em inventário.

Carolina Dutra colocou-se à disposição para esclarecer dúvidas e sugeriu que os associados acessem o endereço http://www.jusprev.com.br/?page_id=5092, para fazer uma simulação.

Painel - Consequências da Reforma da Previdência para o Servidor Público

Como vice-presidente de Assuntos Parlamentares da ANFIP, Ilva Franca, que também é vice-presidente de Política de Classe e Cultura Profissional da ANFIP-MG, proferiu a palestra "Consequências da Reforma da Previdência para o Servidor Público".

Ela iniciou sua exposição relembrando os fatos marcantes da tramitação da PEC 287/2016 (reforma da Previdência), desde o seu início (dezembro de 2016) até a suspensão (fevereiro de 2018), com destaque para a propaganda enganosa do governo (falácia do déficit e, posteriormente, combate aos privilégios - servidores públicos); aprovação do texto substitutivo na Comissão Especial da Câmara que analisa a matéria (PEC 287-A, em abril de 2017); e a apresentação de emendas pelo governo (novembro de 2017 e fevereiro de 2018).


Em seguida, Franca detalhou os principais pontos da PEC que ameaçam os direitos dos servidores públicos, dentre os quais estão o fim da aposentadoria voluntária por tempo de contribuição e o limite mínimo de idade de 65 anos para homem e 62 para mulher, com o mínimo 25 anos de contribuição (atualmente são 15 anos). "Para receber proventos integrais (100% da média dos salários), o servidor terá que contribuir por 40 anos. Além disso, a emenda prejudica gravemente servidores públicos, com a eliminação das regras de transição de 2003 (EC 41) e de 2005 (EC 47). Para garantir aposentadoria integral com paridade, os que ingressaram antes de 2003 só poderão se aposentar aos 62 anos (mulher) ou 65 anos (homem). Se o servidor não tiver essas idades, se aposentará com a média de suas remunerações desde 1994", explicou.

Ilva Franca ainda falou sobre a mudança de regras para os professores (classe que deveria ser muito mais valorizada na opinião dela), pensão por morte e vedação ao seu acúmulo, regras de transição e sobre o abono de permanência.

"É muito importante compreendermos essas regras para explicarmos para nossos parentes, amigos, empregados etc. Sobre a pensão por morte, com a reforma, a pensão será correspondente a 50% do valor da aposentadoria, mais 10% para cada dependente. Por exemplo, caso um aposentado (ou aposentada) que recebe R$ 5.000,00 venha a falecer, deixará uma pensão de R$ 2.500,00, mais R$ 500,00 por dependente. Além disso, a esposa (ou marido), não poderá acumular pensão e aposentadoria, caso a somatória dos dois benefícios supere dois salários mínimos (R$ 1.908,00)", pontuou.

Sobre as regras de transição, Ilva Franca informou que o servidor que ingressou no serviço público antes de 31 de dezembro de 2003 não terá direito às regras de transição das emendas anteriores, a não ser que já tenha completado todos os requisitos na data da promulgação da reforma. Além disso, para ter direito à paridade e à integralidade, terá que ter no mínimo 62 anos (mulher) e 65 anos (homem). "Fora que a idade mínima irá aumentar, a partir de 31 de dezembro de 2019, na razão de um ano para cada dois anos, até chegar às idades de 62 anos (mulher) e 65 anos (homens), até 2031.

Conforme esclareceu Franca, a reforma prevê que o abono permanência seguirá critérios de cada ente ao qual o servidor pertence, e não mais será fixado por uma regra geral.

Por fim, Ilva Franca relacionou alguns pontos relacionados à reforma que o governo não leva em consideração ou não divulga, como a limitação da aposentadoria dos servidores públicos que ingressaram após 2003 ao teto do INSS, bem como o fim da paridade a partir daquela data (mesmo pagando contribuição previdenciária sobre toda a remuneração); a contribuição de 11% sobre toda a remuneração pelos servidores que ingressaram no serviço público até 2013, mesmo depois de se aposentarem (pensionistas também); a aposentadoria por invalidez será de, no máximo, 70% do salário de benefício; não há previsão de aprimoramento na gestão previdenciária nem de combate às fraudes, sonegação e desvios de recursos, dentre outros.

"Durante esses meses de luta e de esclarecimentos à sociedade de que não existe déficit na Previdência e sim má gestão, desvios de dinheiro etc., percebemos o quanto o governo é cruel com a população. Ele mente o tempo todo e, aparentemente, quer acabar com os serviços públicos básicos. A Previdência Social pública é uma conquista do povo brasileiro, precisamos defendê-la a qualquer custo. Por isso, vamos continuar pressionando os parlamentares em nossas cidades, para que não aprovem essa PEC", defendeu.

Stand up, com Marcus Vinile

O encerramento da cerimônia de abertura do VIII Encontro foi feita pelo cantor, ator e comediante Marcus Vinile — vencedor do programa Fama Bis (da Globo), em 2000 —, que fez um stand up comedy musical, com imitação de cantores famosos e piadas sobre suas músicas e seus trejeitos.


O ponto alto da apresentação foi quando ele cantou "É preciso saber viver", de Roberto e Erasmo, que contou com o coro do público presente.


Mais atividades

Ao longo do encontro, quem foi a Caxambu/MG pôde aproveitar muitas belezas que a cidade oferece e contou com diversas atividades para se divertir.

Na tarde de sexta-feira (09/03), muitos associados fizeram o passeio de trenzinho pela cidade, enquanto outros foram andar no teleférico; à noite, o hotel promoveu um bingo, em que vários deles foram contemplados.


Na manhã de sábado (10/03), os participantes foram ao Parque das Águas para banhar-se no gêiser que tem no local; outros preferiram ficar na piscina do hotel ou passear pelo centro da cidade, onde compraram coisas nas feirinhas. Á tarde, os ônibus partiram para o passeio em Baependi.

Á noite, após o jantar, aconteceu a hora dançante, ocasião em que foram sorteados brindes para os participantes.


No domingo, mais atividades pela manhã: alguns foram ao Parque das Águas e outros ficaram na piscina ou foram fazer compras.

O balanço final, na opinião dos participantes, é que este foi mais um excelente encontro; reforçou ainda mais sua tradição e se eternizou na memória de quem teve a oportunidade de participar.

Última modificação em Segunda, 26 Março 2018 08:19
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