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23-02-2018

ANFIP-MG participa de enterro simbólico da reforma da Previdência

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A vice-presidente de Política de Classe e Cultura Profissional da ANFIP-MG e coordenadora da Frente Mineira Popular em Defesa da Previdência Social, Ilva Franca, representou a Associação e o coletivo de entidades na manifestação que simbolizou o enterro da PEC 287/2016 (reforma da Previdência). O ato aconteceu no dia 20/02/2018, em Brasília/DF.

Teve caixão, coroa de flores, caminhada fúnebre, a caracterização do relator da PEC 287, o deputado Arthur Maia (PPS/BA) e até do “Temer Vampirão”. A mobilização foi organizada pela ANFIP juntamente com as entidades que integram o Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate).


Na ocasião, a vice-presidente comemorou a suspensão da matéria no Congresso Nacional e alertou para a continuidade do trabalho parlamentar, de convencer os deputados e senadores indecisos e os que são favoráveis a não aprovarem a PEC 287/2016. "É com grande alegria que estamos aqui, depois de meses de luta mostrando para a sociedade que esta PEC não pode passar, que o governo mente sobre o déficit — como sinalizam os estudos da ANFIP e a CPI da Previdência. Entretanto, não podemos pensar que está tudo bem e ficarmos quietos, pois a reforma da Previdência vai voltar muito pior depois das eleições, já que a maioria dos parlamentares estão comprometidos com o mercado financeiro, para entregar a previdência pública aos bancos", disse (confira no vídeo abaixo).

Ela ainda criticou o ataque que o governo fez aos servidores públicos — tornando-os "bodes expiatórios da reforma" — e afirmou que as entidades continuarão pressionando os parlamentares até as eleições e mesmo depois delas. "Temos que continuar trabalhando nas bases eleitorais dos deputados e senadores, convencendo-os a mudar de posição. Se não fizerem campanha contra a reforma da Previdência, se não votarem contra ela, não voltarão!", bradou.

A semana foi intensa em Brasília

A possível votação da reforma da Previdência (PEC 287/2016), que estava agendada para esta semana, foi marcada por atos públicos, mobilizações e debates sobre o tema, que acabou sendo suspenso após a decretação da intervenção federal no Rio de Janeiro.

No dia 19 de fevereiro, diversas categorias de servidores públicos e de trabalhadores do regime geral estiveram presentes no seminário "A Resistência à Reforma Previdenciária da Argentina e Ações Estratégicas contra a Reforma de Temer", que aconteceu no auditório Petrônio Portela do Senado Federal, para discutir ações contra a aprovação da PEC 287/16. O debate foi realizado pela ANFIP, juntamente com a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social e a Fenafisco (Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital), e coordenado pelo senador Paulo Paim (PT/RS).


O evento contou com a participação do presidente da Confederación Latinoamericana de Trabajadores Estatales (Clate) da Argentina, Julio Durval Fuentes, que falou sobre a situação da Previdência naquele país, lembrando que, mesmo sob intensos protestos de milhares de manifestantes contra a medida, foram aprovadas novas regras para a aposentadoria.

No dia 20 de fevereiro (terça-feira), além do ato público que simbolizou o enterro da PEC 287, a vice-presidente de Política de Classe e Cultura Profissional da ANFIP-MG, Ilva Franca (que também é VP de Assuntos Parlamentares da ANFIP) e Marluce do Socorro Soares (VP de Política de Classe da Nacional), acompanhadas do assessor de Estudos Socioeconômicos, Vilson Antonio Romero, se reuniram com a Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco) e a Delegacia Sindical de Brasília (DS/Sindifisco), para avaliar o adiamento da votação da reforma da Previdência e traçar novas metas. Eles concluíram que, mesmo suspensa e sem previsão de retorno, a reforma da Previdência continuará presente na pauta da ANFIP.

Já na quarta-feira (21/02/2018), representantes de várias entidades visitaram parlamentares que são contra a reforma da Previdência, para agradecê-los pelo apoio e informar que a pressão àqueles que são favoráveis ou estão indecisos continuará até as eleições.

A Frente Mineira foi representada pela coordenadora, Ilva Franca, e a ANFIP-MG, pela VP e vários associados. "Vencemos uma batalha, mas temos que ficar atentos e continuar conscientizando nossos familiares, colegas, amigos etc. Precisamos votar em parlamentares capazes de governar o país e que não sejam a favor da retirada de direitos dos trabalhadores e dos servidores públicos", defendeu Ilva Franca.


 

 

Com informações da ANFIP.

Última modificação em Quarta, 07 Março 2018 14:43
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