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23-11-2017

Associados aprovam palestra sobre saúde auditiva

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Uma excelente exposição. Assim os espectadores definiram a palestra "Ouvir é diferente de escutar", proferida pela fonoaudióloga Renata Jacques, na tarde desta quarta-feira (22/11/2017), na sede da ANFIP-MG, em Belo Horizonte.

"O tema é muito bom, tem tudo a ver com a nossa faixa etária. Além disso, a fonoaudióloga parece ser uma pessoa extremamente competente", externou a associada Mara Rúbia Figueiredo.

Quem concorda com Mara Rúbia é Paulo Alvarenga de Faria, também associado: "foi muito interessante, principalmente para a nossa faixa etária, quando começa haver perdas na audição. Na minha avaliação, existe, no Brasil, uma omissão do poder público nesse caso. Certamente os jovens terão problema de surdez precoce no futuro, principalmente aqueles que frequentam bailes funk e sertanejos, em que o volume do som é muito alto", lamentou.

Para Marcos Nilton de Lima, a exposição foi bastante válida pois "damos muita bobeira. Deixamos o tempo passar, achando que não compensa melhorar a saúde auditiva, em razão da idade. Mas, depois de escutar uma profissional no assunto, vemos que vale a pena fazer uma avaliação", observou.

Uma das responsáveis pela clínica Audiviva - Audição e Equilíbrio, Renata Jacques destacou em sua fala as perdas auditivas causadas pelo envelhecimento, em que as células vão morrendo e a audição diminui, sobretudo nas frequências mais altas (sons agudos).

Mostrando o resultado de uma audiometria, Renata explicou que a perda de audição ocorre quando a linha do gráfico que mede a capacidade de ouvir decresce para menos de 25 decibéis (dB).

Nesse caso, a especialista frisou que é essencial fazer avaliações com um médico e com um fonoaudiólogo, para verificar as causas e chegar a um tratamento adequado. "Inicialmente, é necessário ir ao médico, pois a perda pode ser decorrente de uma bolha de cera, ou uma infecção no ouvido. Dependendo da avaliação, o paciente será encaminhado para o fonoaudiólogo, para fazer o exame de audiometria", salientou.

A fonoaudióloga ainda ressaltou que a família tem um papel fundamental no diagnóstico da surdez, uma vez que o portador do problema pode não conseguir identificar sozinho. "É diferente da visão: a própria pessoa percebe que não está enxergando bem. Na audição, os familiares é que costumam saber quando a pessoa não está escutando. É preciso dar atenção à opinião deles", alertou Renata.

Ouvir x escutar

A fonoaudióloga Renata Jacques afirmou que ouvir é um processo físico. É a entrada do som no ouvido e sua passagem pela cóclea (caracol), fazendo vibrar as células ciliadas. Já escutar é o processamento do som, que acontece no cérebro. "Escutar é onde os ouvidos encontram-se com o cérebro", afirmou.

Em seguida, a especialista disse que o fato de não escutar tem um impacto profundo na vida das pessoas. Ela mostrou uma foto da atividade de um cérebro de quem escuta bem em comparação com o de quem tem perda auditiva. O resultado é impressionante: as áreas do cérebro da pessoa que não escuta direito são bem menos ativadas. "Estudos comprovam que uma pessoa com perda auditiva tem 37% mais chance de apresentar doenças como Alzheimer e demência. Além disso, não escutar pode provocar cansaço mental, diminuição da memória, isolamento social e depressão. Isso é muito sério. Costumamos dizer que a cegueira afasta das coisas, mas a surdez afasta das pessoas", lamentou.

Os números são consideráveis:
- Mais de 800 milhões de pessoas no mundo têm perda auditiva;
- Ela é a quarta maior doença crônica que acomete idosos;
- Até 2030, mais de 17 milhões de pessoas no Brasil apresentarão perda audititiva.

Portanto, é preciso cuidar da saúde auditiva, segundo Renata Jacques. "O nosso objetivo é tratar a audição. Na minha opinião, a partir dos 65 anos de idade, se a pessoa não tem sintomas, é importante, pelo menos, fazer um exame de audiometria para ter uma referência, além do controle anual", orientou.

Caso o paciente apresente algum problema, embora o tratamento tenha que começar com uma consulta ao médico, conforme orienta Renata, o fonoaudiólogo poderá indicar o uso do aparelho auditivo (AASI, sigla para Aparelhos de Amplificação Sonora Individual). "Atualmente ainda existe certo preconceito quanto ao uso dos AASI, mas posso afirmar que eles estão muito superiores aos de antigamente. Sobretudo a questão estética melhorou muito. Mas o profissional tem que saber adaptá-lo, de acordo com as necessidades do paciente. Senão, ele não vai usar", disse.

Renata Jacques esclareceu que, além do uso do aparelho, é importante trabalhar a estimulação sonora, que promoverá a reorganização cerebral. "Na nossa clínica, além de indicar o uso do AASI, trabalhamos também com o treinamento auditivo, em que aplicamos exercícios para fortalecer o processo auditivo, por meio de estímulos sonoros. É como uma musculação. Reabilitação não é só colocar o aparelho. É preciso treinar o cérebro também", finalizou.

A vice-presidente de Aposentados e Pensionistas e Serviços Assistenciais, Maria Lisboa Macedo, informou que a ANFIP-MG providenciará um convênio com a clínica da fonoaudióloga Renata Jacques, que estava acompanhada de sua colega, Beatriz Sousa.

Última modificação em Quinta, 07 Dezembro 2017 08:16
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